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Dia do Poeta: veja 5 grandes escritores e leia suas poesias

Atualizado em 20/10/2026 às 21:18

O Dia do Poeta é celebrado hoje, 20 de outubro. O Brasil tem e teve inúmeros poetas, sendo alguns muito famosos, como Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira e Vinicius de Moraes.

Quem são os poetas? Dicionários definem como pessoas que escrevem com sensibilidade e imaginação e que se expressam artisticamente por meio versos.

Mas, ainda conforme os dicionários, os poetas precisam escrever tais versos com ritmo, sonoridade e efeito subjetivo que desperte emoções nos leitores.

5 poetas brasileiros e suas poesias

Poeta Vinicius de Moraes com cigarro na boca tocando violão
Vinicius de Moraes foi um dos grandes artistas do século XX no Brasil

O Brasil é e foi berço de grandes poetas. Confira abaixo cinco deles bem como trechos de uma poesia de cada um:

Gonçalves Dias

Antônio Gonçalves Dias nasceu em 10 de agosto de 1823, na cidade de Caxias, no Maranhão. O escritor produziu trabalhos poéticos que se enquadram na primeira geração do Romantismo brasileiro. De acordo com o site de Vinicius de Moraes, o poeta morreu no dia 3 de novembro de 1864.

Confira abaixo trecho da poesia “Canção de exílio”, de 1846:

Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.
Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o sabiá.

Manuel Bandeira

Manuel Bandeira nasceu em 19 de abril de 1886, em Recife, e se encaixa na primeira geração de poetas modernistas. O pernambucano se foi no dia 13 de outubro de 1968.

Leia abaixo trecho da sua poesia “Desencanto”:

Eu faço versos como quem chora
De desalento… de desencanto…
Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto.
Meu verso é sangue. Volúpia ardente…
Tristeza esparsa… remorso vão…
Dói-me nas veias. Amargo e quente,
Cai, gota a gota, do coração.
E nestes versos de angústia rouca
Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na boca.
— Eu faço versos como quem morre.

Carlos Drummond de Andrade

Carlos Drummond de Andrade veio ao mundo no dia em 31 de outubro de 1902, na cidade de Itabira, em Minas Gerais. O autor, que é considerado um dos grandes nomes da poesia brasileira, pertenceu à segunda fase do modernismo. O mineiro morreu no dia 17 de agosto de 1987.

Veja abaixo trecho da sua poesia chamada “ Poesia Quadrilha”:

João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi pra os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história.

Cecília Meireles

Cecília Meireles, nascida no dia 7 de novembro de 1901, na cidade do Rio de Janeiro, é considerada uma das mais importantes poetisas brasileiras. Assim como Drummond de Andrade, sua obra está na segunda geração do modernismo brasileiro.

Confira abaixo trecho da poesia “Retrato

Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios,
nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração
que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
— Em que espelho ficou perdida
a minha face?

Vinicius de Moraes

Vinicius de Moraes foi um cantor, compositor, poeta, escritor, jornalista e diplomata nascido no dia 19 de outubro de 1913, no Rio de Janeiro. O artista, conhecido como “poetinha”, morreu no dia 9 de julho de 1980

Leia abaixo sua poesia “Soneto de fidelidade”:

De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

Fonte: Brasil Escola

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Last Updated on 20 de outubro de 2026 by Silvia Tancredi

Silvia Tancredi

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